Entre aspas

Um corpo vivo e um corpo morto têm o mesmo número de partículas. Estruturalmente não há diferença discernível. Vida e morte são abstrações não quantificáveis. Por que deveria me importar?

Dr. Manhattan, ao ser informado da morte do Comediante – Watchmen, de Alan Moore.

Casa? Meu conceito de casa explodira em mil pedaços! O Universo era minha casa agora. Uma diversidade de sonhos se refletia em cada uma das estrelas a minha frente. Só faltava indicar o nosso curso…e eu fiz o melhor que pude:

– Segunda à direita…e em frente, até o sol nascer.

Moonshadow

Feche os olhos e deixe a noite tocá-lo.

Sinta a chuvar molhar suas roupas, enquanto os sinos de uma igreja próxima anunciam a meia-noite.

Sinta o cheiro da fumaça dos carros, e o odor nauseante do lixo acumulado nas ruas, produto de mais um dia em Nova York.

Deixe a noite tocá-lo e você saberá, em parte, o que ela é…

Pois apenas um homem pode entender a totalidade de sua dimensão…

Um cego.

Demolidor, de Frank Miller.

Eu não acredito! Vou te dizer uma coisa, Sonho! E só vou dizer isso uma vez, por isso, é melhor prestar atenção.

Você é o mais idiota, mais egocêntrico, mais estarrecedor arremedo de personificação antropormórfica neste ou em qualquer outro plano!

Um espécime infantil, adolescente e patético.

Cheio de autopiedade porque seu joguinho acabou e você não tem culhões pra achar outro!

Morte, em Sandman, de Neil Gaiman.

Choronzon:”Sou um lobo horrendo, um predador letal à espreita de sua presa.”

Sandman: “Sou um caçador a cavalo, ataco lobos com uma lança.”

Choronzon: “Sou uma mosca que pica o cavalo e derruba o caçador.”

Sandman: “Sou uma aranha de oito patas devorando a mosca.”

Choronzon: “Sou uma cobra venenosa devorando a aranha.”

Sandman: “Sou um búfalo de patas pesadas esmagando a cobra.”

Choronzon: “Sou o antraz, a bactéria carniceira, devorando a vida.”

Sandman: “Sou um mundo flutuando no espaço, alimentando a vida.”

Choronzon: “Sou uma nova explodindo… cremando os planetas.”

Sandman: “Sou o universo… abrangendo todas as coisas, abraçando toda a vida.”

Choronzon: “Sou a antivida, a besta do julgamento. Sou a escuridão no fim de tudo. O fim de universos, deuses, mundo… de tudo. Sss. E agora, Lorde dos Sonhos, o que você é?

Sandman: “Sou a esperança.”

Sandman, de Neil Gaiman.

As ruas são sarjetas dilatadas e estão cheias de sangue. Quando os bueiros finalmente transbordarem, todos os ratos vão se afogar. A imundice de tanto sexo e chacinas vai espumar até a cintura e todos os políticos e rameiras vão olhar para cima, clamando ‘salve-nos’… e, do alto, eu sussurrarei ‘não’.

Rorschach, em Watchmen, de Alan Moore.

E eu… eu mostrei a ele… que um homem sem esperança… é um homem sem medo.

Wilson Fisk, o Rei do Crime, em “A queda de Murdock” de Frank Miller.

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