ph’nglui mglw’nafh Cthulhu R’lyeh wgah’nagl fhtagn

A emoção mais forte e mais antiga do homem é o medo, e a espécie mais forte e mais antiga de medo é o medo do desconhecido. Poucos psicólogos contestarão esses fatos e a sua verdade admitida deve firmar para sempre a autenticidade e dignidade das narrações fantásticas de horror como forma literária.

lovecraft

E faz hoje 75 anos que morreu Howard Phillips Lovecraft, um dos gênios da literatura de fantasia e terror.

Adepto do cosmicismo (ou do terror cósmico), que pregava a ideia de que a vida é incompreensível à mente humana e que o universo é fundamentalmente alienígena, acabou dando origem a um “culto” que acabou por ser denominado Mitos de Cthulhu (expressão criada pelo escritor August Derleth), por causa de um de seus contos mais famosos.

Cthulhu

Ignorado quando vivo, é agora considerado um dos escritores mais influentes de todos os tempos, com uma obra marcada por simbolismo, decorrente de seus constantes pesadelos. Além de ser responsável pela criação dos mais variados pesadelos vivos, foi também o criador de um dos artefatos mais utilizados, até hoje, em produções relacionadas ao terror, em diversas mídias: o Necronomicon, um fictício livro de invocação de demónios escrito por Abdul Alhazred (embora muitos possam jurar que o livro realmente existe).

Lovecraft foi, ainda, o autor de “O horror sobrenatural na literatura”, artigo que, ainda hoje, é referência para estudiosos e o mais importante ensaio sobre o gênero. Ao morrer, com apenas 46 anos, deixou um legado de vários contos e novelas que revolucionaram, para sempre, a história da literatura de terror. E, infelizmente, ainda não recebeu, aqui em nosso país, o tratamento que merece (como se pode ver aqui e aqui).

HPL

PS: o título deste post, caso você não tenha entendido, pode ser traduzido como algo assim: “Em sua morada em R’yleh, o morto Cthulhu espera sonhando”.

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