Bradbury

Faleceu hoje, aos 91 anos, em Los Angeles, o escritor Ray Bradbury, um dos mais prolíficos escritores de ficção científica ainda vivos, autor de clássicos como “Farenheit 451” e “As Crônicas Marcianas”.

Utilizando-se dos mais variados pseudônimos (Doug Rogers, Ron Reynolds, Guy Amory, Omega, Anthony Corvais, E. Cunningham, Brian Eldred, Cecil Cunningham, D. Lerium Tremaine, Edward Banks, D. R. Banet, Willian Elliot, Brett Sterling, Leonard Spaulding, Leonard Douglas, Douglas Spaulding), Bradbury deixa um legado de 11 romances e dezenas de contos, muitos deles transpostos para outras mídias, como os quadrinhos e o cinema.

Minhas músicas e meus números estão aqui. Eles preencheram meus anos, os anos em que me recusei a morrer. Em função disso escrevi, escrevi, escrevi ao meio-dia ou às 3h da manhã. Para não morrer.

Trecho de “O Homem Ilustrado”, seu livro favorito

Algumas de suas histórias foram adaptadas por diversos artistas, como Wally Wood, Bernard Krigstein, Richard Corben ou Daniel Torres. Quando, nos anos 50, Bill Gaines e Al Feldstein, da EC Comics, utilizaram suas histórias como argumento para alguns de seus quadrinhos, sem creditá-lo, ele escreveu uma carta irônica aos editores, cobrando seus direitos:

Só uma breve nota para recordá-los de seu deslize. Ainda não me enviaram o cheque de 50 dólares pelos direitos do uso de minhas histórias The Rocket Man e Kaleidoscope. Suponho que, provavelmente, se deva a um descuido provocado pela habitual confusão no trabalho do escritório, e espero seu pagamento em um futuro próximo.

Para conhecer mais sobre sua obra, visite o site oficial do autor. Visto aqui.

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